quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nyappy~

Lalala, nãããão~ tem texto essa semana! Ebaaaa... não. --"
Apenas um modesto desenho do Miku (vocalista do An Cafe-coisa-linda-que-seduz), sim, é um cara, ou seja NÃO É uma guria, também NÃO É hermafrodita (isso é para vocês, coleguinhas do CNA) e eu NÃO SEI se ele é gay...

E também... É assim:Que nós ficamos quando vocês comentam!
Então comentem, wee! ô/

-Carol, faltando 24 dias pro show dos Jonas, mas para não ficar aqui fazendo contagem regressiva colocarei uma ali do ladinho. (>> >>)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

À um castigo de distância


Ok, a questão é: preciso sair de casa. Claro que você pode estar pensando: "Lucas, seu burro, é só abrir a porta e sair". Não é tão simples assim, pois, apesar de ser meio lerdo, ainda tenho uma mentalidade de 14 anos - minha idade atual poxa vida -.A segunda questão é: Meu pai me colocou de castigo por zerar a prova de português. Mas eu poderia ter tirado 0,1 - o pequeno detalhe da prova valer 2,5 é totalmente descartável nessas horas - se a professora não estivesse de TPM e assim sendo, implicado com um maldito acento colocado precipitadamente em uma maldita palavra. Bom, tenho um ensaio da minha banda hoje à tarde, e possivelmente metade das garotas da turma irá ver - esta aí a necessidade alta de ir -. Por tanto ai estão os fatos: Meu pai está lendo jornal na sala, a mesma que separa o corredor dos quartos da tão aguardada porta de saída; Minha mãe está fazendo um bolo na cozinha, que é exatamente ao lado da porta de saída; e meu peixe... Tanto faz, ele não vai atrapalhar muito a não ser que solte um "glub" comprometedor.Vamos lá Lucas... Pense, não deve ser tão difícil assim... Tá, tá, tá. Já sei. Existe uma porta de cachorro na porta do apartamento, também existe um balcão americano tapando a visão do meu pai para a porta por alguns centímetros, aproximadamente meio metro.Atirei-me no chão - algumas qualidades de ser goleiro é poder se atirar no chão sem se machucar... Na maioria das vezes - e fui rastejando até a bancada que tapava a visão do meu pai e dali rastejei até a mesa para continuar fora do alcance de visão. Dali em diante seria difícil, pois havia um corredor pequeno que ia até duas portas: a da cozinha, e a da saída. Peguei o celular do meu bolso assim que avistei o celular de meu pai na sacada, liguei silenciosamente para meu pai, e assim que ele correu para atender indo para o lado contrario de onde eu estava, sai rastejando o mais rápido possível.Cheguei até a porta de saída, mas o único problema era que era exatamente ao lado da porta da cozinha - que estava aberta. Vi que minha mãe estava lendo a receita do bolo de chocolate - [u]ainda[/u] não queimado - e tentei sair pela portinhola do cachorro - que nem tínhamos -, assim que meus ombros estavam passando, ouvi uma voz:- Lucas Philip Gerarg - gritou minha mãe. PS: odeio meu nome.- Sim... ? - tentei fingir naturalidade com a cabeça avistando o elevador, e o corpo ainda dentro de casa.- O que Diabos você está fazendo?- Ah... Hmm... Sabe mãe... Hmm... Eu estava pensando em comprar um São Bernardo e... Hmmm... Estava vendo se a portinhola é grande o suficiente... - Droga, um São Bernardo? Puta Merda, e eu ainda sou alérgico à cachorros, se estivesse com minhas mãos livres, me estapearia.- Mas, Luquinhas – mãe... Precisa ser tão diminutiva? - Você não tem alergia a cachorros?- Meu Deus! Havia me esquecido! Mãe, você é tão esperta! - sai da portinhola e fiquei em pé rapidamente, fazendo gestos largos para abraçar minha mãe dramaticamente - Você me salvou da morte... Pode crer agora você vai pro céu!Minha mãe ficou toda orgulhosa por ter salvado minha vida - pfff - e eu fui correndo para o quarto fazendo meu pai me olhar como quem diz "Quando que ele foi para lá mesmo...?" Eu não tinha escolha, teria que perder o ensaio, ficar sem musica, sem meus amigos, sem sair de casa, hmm, ficar sem... [u]ficar[/u].Comecei a me desesperar quando o porquinho da índia - o maldito - que minha irmã tem como bichinho de estimação - a maldita - subiu em minha cabeça e começou a passear por ali.Pegueio na mão e tive a idéia do dia, até que enfim aquele inútil porquinho iria servir para alguma coisa - que não fosse estragar meus tênis novos -.Fui para a sala correndo com o animalzinho em mãos - com uma pequena parada para ir ao banheiro molhar os olhos e o porquinho - e cheguei gritando para meu pai:- Pai, socorro! Acho que Benz está tendo uma parada cardíaca! - pareci desesperado.- O nome é Ben, e, ele não parece estar tendo uma parada cardíaca. - disse meu pai tranquilamente.- Pai, mas o que é isso, ele está suando - apontei para Ben, que eu tinha acabado de molhar com água do chuveiro - E não sinto o coraçãozinho dele! - falei colocando a mão no peito do bicho.- Porquinhos da Índia não suam, ou suam? E aí é o estomago, e não o coração...- PAI IMAGINA QUANDO A MARIANA DESCOBRIR QUE VOCÊ MATOU O POBRE BEN? - minha irmã vira um animal quando está irritada - sério, acho que nunca vou ter filhos depois do ultimo ataque.- Tem certeza que ele está passando mal?- Pai, por favor, não é hora para isso, ainda posso salvar o Ben, mas vou correndo para o veterinário!- O.K. Vai, mas não demore e não mate o coitado.- Ben um dia vai te levar no médico quando estiver tento uma taquicardia! Obrigado pai!Saí correndo e desci pelo elevador ainda com o porquinho em mãos, o inútil cagou no elevador e começou a ter um ataque de fúria tentando rasgar meu casaco. Sai do prédio a mil por hora e passei em uma pet shop - caminho para o estúdio - onde joguei Ben para o balconista e falei para dar banho no bicho, o cara ainda tentou argumentar que eles só davam banhos em cachorros, mas quando terminou de protestar, provavelmente eu já estava na esquina... Ah, liberdade... Ah, vida... Ah, cheirinho ruim.... CHEIRINHO RUIM? Olhei para meu braço e quase não acreditei, o maldito Ben havia deixado um presentinho amarelo e liquido para mim.Fui para a casa do meu amigo a fim de tomar um banho rápido antes de ir para o ensaio - já que não podia voltar para casa -, ele mesmo abriu a porta.- EEECA! Que cheiro é esse? Resolveu recolher o lixo do prédio para ganhar uns trocados? - perguntou Gustavo tapando o nariz. Eu não devia ter dado bebida pro maldito Ben... Eca.
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Lalalala atraso de novoo (8)

Mas acho que ninguém acompanha essa budega (ai, ai como agente gosta de chingar o blog... eumemociono :'} ) como um viciado a cada quinta neah~ ?

Se sim -ou só quer reclamar mesmo- comenta aew õ/
-Carol, aquela que vai no show dos Jonas Brothers (no qual falta um mês *----------*)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Guerra Interna


- Eu só quero ir almoçar fora! Não é muita coisa! - gritei de volta para minha mãe no carro enquanto voltava para casa depois do colégio.
- Claro que é! Eu quero minha filha almoçando comigo! Não é muita coisa! - berrou minha mãe depois de xingar um outro motorista inocente que quase bateu no nosso carro - na verdade minha mãe quase bateu nele, mas esse é um detalhe descartável quando se está em um carro dirigido por minha mãe, ainda mais quando está estressada -. Minha família tem essa mania de gritar um com o outro no convívio diário, então não se assustem pensando que eu e minha mãe estávamos nos matando - apesar de estarmos quase -...
- Eu posso almoçar com você todos os outros dias do ano, mas AMANHÃ eu quero almoçar junto com meus amigos, no restaurante que fica a duas quadras do colégio. - parei para tomar ar e começar a defesa como advogada da ré, eu - Eu poderia estar pedindo para usar drogas, para pintar o cabelo de azul e sair pelada pela rua, eu poderia estar pedindo um celular, ou até uma blusa linda que vi em uma loja linda ontem - comecei o assunto para depois do almoço pedir a blusa - mas eu estou pedindo isso? NÃÃÃO! Eu estou pedindo um simples almoço! É dinheiro? Eu pago com minha mesada! - por favor, diga que não é dinheiro...! -
- Eu pago um colégio particular para você, é claro que a questão não é dinheiro. - "Aposto que se fosse você iria fazê-la pagar do mesmo jeito..." falou uma voz dentro de minha mente que achei estranhamente parecida com a do pato Donald. "É claro que iria, a idéia era fazer parecer que ela está querendo tanto ir que até gastaria a mesada, é uma boa tática, parabéns Bruna!" falou outra voz.
- Pois é. - falei alto respondendo as duas ao mesmo tempo.
- Hmm. - concordou minha mãe - então você desiste?
- Hei, esse "Pois é" não era pra você! Vamos terminar a conversa lá em casa. - bufei - antes que você atropele aquele pobre ciclista - adicionei em tom casual.
- Uau, você enfim está pensando nos outros! - Disse minha mãe orgulhosa.
- Não, ele é super gatinho mesmo - "Mas que cara de pau!" gritou pato Donald. "O que? É mesmo!" gritei de volta inconscientemente enquanto chagávamos em casa.
"Você está sendo egoooooístaa!" Cantou Donald... "Eu sooou egoístaaa!" cantei de volta. "Ela só está seguindo uma tendência, ô Sr. certinho, quase todos na idade dela são assim!" falou a outra voz um tanto quanto estressada. "Uau, fui com sua voz, voz estranha!" acho que estávamos começando um dialogo de vozes do além - que sem noção isso, não pretendo contar a ninguém -. "Eu sou sua MÁ consciência que te da razão nos seus MAUS pensamentos e idéias...!" falou a voz estressada novamente. "Isso não foi confortante.." Comentei.
- Voltando ao assunto do carro, como você quer merecer ir almoçar sozinha, se nem no colégio você tem responsabilidade? - perguntou minha mãe depois de ter ido à sala para um telefonema e voltado para almoçar.
- Hmmm? - perguntei tentando expulsar as malditas vozes da minha mente.
- Fiquei sabendo que a senhorita foi pega colando em uma prova. - Sim, eu realmente colei. Sim, eu FUI pega colando. E sim, a primeira coisa que pensei depois disso FOI um palavrão.
"Donald, Cara Mau, cadê vocês?!", mas nada respondeu, então tive que encarar tudo sozinha.
- Ãhn. São incidentes, juro que não vi a professora atrás de mim - droga, piorei a situação - mas eu sabia o conteúdo, sabia mesmo! - "mentiiira" cantou Donald "Ah, agora você está ai desgraçado?" - Só que me deu um branco, e não queria zerar a prova! Mas nunca vai se repetir - "Nossa, você daria uma boa advogada!" comentou Cara Mau, que também tinha voltado.
- Espero mesmo que não! - pigarreou mamãe - sabe Bruna, pensei muito sobre o que você disse no carro e, você tem razão. Você só está me pedindo para almoçar com os amigos a duas quadras do colégio... Que mal há nisso, não é mesmo? Conversei com seu pai enquanto você estava no banho, e nós resolvemos deixar você ir... Mas que isto não se torne um habito mocinha!
- Mãe, eu já falei que te amo hoje?
No dia seguinte fui almoçar com meus amigos logo depois da aula, e isso é tão divertido que poderia fazer o mesmo todos os dias da semana, mas, isso é um assunto para ser tratado mais adiante, quando minha mãe não estivesse dirigindo - afinal, quantos caras gatos de bicicleta ela poderia atropelar? - e eu não for pega colando em alguma prova... Depois do almoço fomos ao shopping fazer compras, gastei com o cartão de crédito da minha mãe, mas claro, ela não precisa saber desse detalhe totalmente descartável. "Você é realmente cara de pau, isso é repulsivo!" bufou Donald de algum cantinho escuro da minha mente, e quer saber? SOU CARA DE PAU MESMO! Ouviu essa seu patinho metido e fanho?! Hãm, continuando. Claro que não vou me reclamar se me chamarem de consumista, sou e admito. Afinal, se a maioria dos adolescentes não fosse o comércio não seria todo voltado aos jovens. Se me chamar de sem limites? Acredito que até certo ponto sou sim. Individualista? Com certeza. Mas um dia isso vai passar e vou xingar os jovens pelas mesmas coisas, então, porque não aproveitar enquanto estou no lado bom da história? "É isso ai garota!" gritou Cara Mau que mais uma vez apareceu de repente "Ah, você só pode ser a minha consciência mesmo, sem duvidas..." respondi. Bom, a questão é que ser chamado de sem limites é uma coisa bem relativa. Quando não estabelecem limites para nós cumprirmos, temos que fazer os nossos próprios, e todos veem que isso não funciona muito... Então... Ai Meu Santo dos Sapatos Caros! Que linda Melissa! E que cara! Hmm. Já continuo com o pensamento... - alguns minutos depois com a sandália já comprada. -
Onde eu estava mesmo? Não lembro. "Eu desisto de você!" Donald revoltou-se. "Não me deixe Donald, você é irritante, mas é legaaaal!".
O telefone tocou, era minha mãe.
- Er, mãe, lembra daquela blusa linda?


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A postagem só foi postada agora porque somos bichinhos burros *-* E porque sou uma pessoa muito estudiosa - finge ok? - p.s.: mãe, te adoro por me fazer estudar tanto ♥ - finge +1 -.
O.K. Só pra não perder o habito...
Comentem como se cada comentário valesse um ovo de páscoa atrasado - seus gordos -, em outras palavras: SE MATEM COMENTANDO NEGADA! - por favor... ? *-* -
Boas espinhas seus interesseiros :)
- Vick.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fofuras à parte...

Na correria para fugir do capitão mascarado – que estava atrás de mim e de Tom por motivos totalmente desconhecidos -, acabei me perdendo de Tom, que devia estar desesperado chorando em uma hora dessas. Mas isso não importa. O que vem realmente ao caso é que eu tinha várias perguntas acumuladas para fazer e não tinha ninguém que pudesse respondê-las, como por exemplo: 1) Por que diabos eu estava em uma floresta cheia de abelhas gigantes carnívoras, fadas fofinhas e irritantes e piratas loucos e fedorentos? 2) Quem era esse tal de Tom com quem eu nunca havia falado antes dessa situação? 3) O que os piratas estavam querendo atrás de nós? 4) Como vim parar aqui? 5) Por que eu estou perdendo tempo, parada atrás de um arbusto em forma de rato pensando nisso?
Saí correndo desesperada indo para lugar nenhum e a única coisa que eu via eram galhos e mais galhos misturados com folhas secas e insetos estranhos para toda a parte. De vez em quando vinha uma fadinha ou outra tentar me animar com suas varinhas de condão fofas e minúsculas, e seus colares de flores igualmente fofos e minúsculos. Hmm. Quer saber de uma coisa? Nunca gostei de fadas. E agora muito menos. Elas são fofas de mais para o meu gosto... Sempre achando que um colarzinho de florzinhas vai concertar tudo. Se aparecesse mais um daqueles seres ridiculamente meigos, eu seria capaz de fazê-las engolir aquelas malditas varinhas. E tem mais, se não fosse pela minha situação atual... Ai!!! O que foi isso que se bateu contra mim? Uau, isso doeu! Se for mais uma fada...
- Ei! – gritou Tom para mim.
- Ai.
- Onde você estava?! – Ele estava sujo, desesperado, e falando histericamente...
- Você não iria acreditar se eu contasse. – frase típica.
- Estamos numa floresta cheia de abelhas assassinas, fadas, e temos piratas vindo atrás da gente. Acha mesmo que eu sou capaz de não acreditar? – disse Tom surpreso
- Hmm. É, tem razão. Estava atrás de um arbusto em forma de rato laranja.
- Tem razão. Não acreditei. – Ah, e também estava descalço.
Ficamos nos olhando por algum tempo e só não caímos na gargalhada porque ouvimos algum barulho atrás de nós, meio distante, mas perto o bastante para nos deixar em alerta e sair dali. ”Mas podem ser algumas fad...” tentou protestar Tom antes de eu o mandar tomar no rabo.
Nos escondemos barulhentamente atrás de um arbusto laranja em formato de porco dançando – socoorroo *canta* - e vimos alguns piratas chegando atentos como nunca.
- O pirralho gay e a garota estressada não podem ter ido longe. – afirmou o pirata mais próximo, magro e desnutrido.
- Você é gay? – cochichei para Tom.
- Eu sou? – ele pareceu surpreso – Fran se nós formos por ali eles não vão nos ver, acho.
- COMO VOCÊ SABE MEU NOME SEU PERVERTIDO? - gritei absolutamente sem pensar, Tom tapou minha boca rapidamente, mas não foi rápido o suficiente para os piratas não perceberem onde estávamos.
Tom pegou meu braço e me puxou seguramente para poder acompanhá-lo a fugir dali. Saímos correndo em meio aos arbustos e conseguíamos ouvir os piratas indo atrás de nós com seus passos barulhentos e vozes esganiçadas. O terror paralisante começou a tomar conta de mim assim que um pirata apareceu em nossa frente, e o restante nos cercou.
- Nos entregue o Jack – gritou o primeiro pirata
- Sabemos que está com vocês – berrou o segundo.
- PAREM DE GRITAR! – indignou-se o terceiro em um urro ensurdecedor – Rápido garoto, vai ser melhor pra vocês – continuou o terceiro pirata, balofo e simpático calmamente, com sua arma na mão.
Assim que Tom insistiu que Jack – seja lá o que fosse – não estava conosco – fiquei completamente parada enquanto via a cena transcorrer, poderia nocautear o pirata ao meu lado facilmente, mas seria inútil, pois os outros dois atirariam em Tom, mas se ele se abaixasse e fosse o mais rápido possível para... Bom, a questão é que meu raciocínio parou por ai e não consegui mexer um músculo se quer – fomos amordaçados – Tom foi relutante ao máximo, mas eu simplesmente me rebati, desistindo logo e ficando branca como papel logo depois – e levados nos ombros do pirata mais forte até um pequeno galpão frio e apavorante no meio da floresta feliz e fofa.
Assim que entramos na pequena peça de madeira úmida iluminada por algumas velas perdidas por ali, os piratas largaram Tom no chão e pela primeira vez desde que apareceram, notaram realmente minha presença.
- Onde está o Jack garota?
- N-n-não sei. – tentei não gaguejar, mas foi impossível.
- Ande, vai ser pior – falou o pirata apontando para uma faca ao seu lado.
- MAS EU NÃO SEI.
- Tem certeza?
- Sim. – tentei parecer calma e decidida enquanto o pirata colocava a arma sobre minha cabeça.
- ESTÁ COMIGO! – gritou Tom. Tirando um macaquinho colorido de pelúcia do bolso. O macaco sorria e cabia na palma da mão, parecendo um aqueles brinquedos que todo bebe costuma destruir. Os piratas viraram e quase choraram de emoção ao ver o pequeno macaquinho delicado.
Tom me olhou de lado e, em um movimento rápido, jogou o pequeno Jack em minha direção, gritando algo parecido com “Olhe no bolso dele!”. Peguei o macaquinho no ar e me escondi atrás da cadeira para poder ver o que tinha no bolso do pequeno bichinho de pelúcia.
Desajeitada, abri o bolso de Jack, e uma luz branca invadiu o lugar quase me cegando. Não consegui ver onde Tom estava, e a luz era tão intensa que nem o pequeno Jack era mais visível.
A luz passou.
Olhei para o lado e minha irmã gritava comigo sem parar.
- FRANCIELE! – bufou ela com raiva – Nunca mais tome o remédio do nosso avô sem me avisar!!! Sua débil.
Olhei ao redor e percebi que estava atrás da cadeira da cozinha, com um pano de prato na mão.
- Pensei que estava em uma floresta encantada com... Ah, deixa. – fiquei assustada – Uau, o remédio é forte mesmo.
- Por que você acha que nosso avô o toma? – Nesse momento percebi que na blusa da minha irmã tinha nada mais do que uma grande fada bordada, meiga e delicada. Hmm. Será que um acidente com uma tesoura seria uma boa opção?
É, seria.

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Feliz Páscoa mels (assassinato ao português intencional) queridos pastéis!
Abaixo novo banner comemorativo de páscoa õ/


Bem é isso, sejam solidários com as suas queridas amiguinhas aqui e deixem comentários.
-Carol, o grande pudim

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Misture bem e reze




Ficha de inscrição para concorrer à vaga na aula de culinária da universidade UFANP¹:

Nome: Luiza - não gosto do meu sobrenome -
Idade: 21 anos
Moro: Hmm. "Com minha gata siamesa" seria uma resposta aceitável? Não sei o que isso tem a ver com as aulas de culinária...
Experiência com culinária: Além de Miojo, e servir ração para minha gata... Não tenho nenhuma experiência com cozinha.

Após entregar esta inscrição, os alunos interessados nas 20 vagas disponibilizadas terão de fazer 4 pratos e entregar à secretaria um relatório de suas experiências.

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Preciso dizer que me desesperei depois de ler que faria 4 pratos - QUATRO?! merda merda merda meerda *canta* - e apresentar os resultados em um relatório? OK. Eu
fiquei completamente D-E-S-E-S-P-E-R-A-D-A!
A primeira coisa que fiz? Peguei minha gata e comecei a perguntar à ela como iria conseguir fazer quatro pratos diferentes, como se ela fosse abrir a boca e soltar um miado
genial que me salvasse. Sim, logo depois percebi que ela só não tinha fugido ainda por causa do biscoito que estava em minhas mãos e que ficar gritando para uma gata era totalmente inútil.
Fui falar com minha vizinha - mais inútil ainda - e a mesma me disse que receitas eu deveria fazer - dona Rosa, amo a senhora -.

Experiencia 1: Bolinho de Limão

Depois de voltar do supermercado, fui direto para a cozinha fazer os bolinhos, afinal, segundo minha vizinha, eles eram a receita mais facil de todas as que eu tinha escolhido. Então, tecnicamente, precisava me sair bem ao menos nessa.
Enquanto espalhava a margarina e a farinha pelas forminhas delicadas que custaram uma fortuna - malditas forminhas delicadas. Um dia eu me vingarei - minha gata pulou em cima da cadeira e começou a fitar-me com o que eu interpretei como sarcasmo - ou escárnio, fiquei em duvida -, e ao mesmo tempo em que eu chorava raspando a casca do limão - por metade dos meus dedos estarem indo junto - ela começou a ronronar como quem diz "ha, isso não tem preço". Tive vontade de jogá-la para fritar junto aos bolinhos, só não o fiz, pois acho que bolinhos de limão e pelos de gato não combinam muito... Mas quem sabe na próxima, não é?
Peguei uma espátula para tirar os bolinhos das forminhas - argh, forminhas - e, na primeira tentativa, descobri que havia algo errado.
Depois de tentar com toda minha força fazer o primeiro maldito bolinho se mover, o mesmo saltou em uma velocidade espantosa e bateu contra a parede - acredite se quiser,
Mas nada aconteceu com o maldito. Só uma pequena falha apareceu na pintura da minha parede -. Não desisti, afinal sempre existe uma ovelha negra na família. Tentei tirar dois bolinhos de uma vez só. Mas aconteceu o mesmo. Só que desta vez um deles voou em direção à minha gata - acertando-a em cheio no focinho - e o outro bateu no teto e voltou com tudo em minha cabeça.
O que aprendi? Aprendi a amar capacete.

Experiência 2: Rolinhos Primavera

Enquanto colocava em cima da mesa todos os ingredientes necessários para fazer os rolinhos - só pelo excesso de ingredientes percebi que iria ser mais difícil do que os bolinhos assassinos - e equilibrava um saquinho de gelo na cabeça - para ver se diminuía o galo formado pelo nocaute anterior - minha gata voltou à cozinha, desta vez sem a pose superior de antes e com o focinho enrubescido, se esgueirando pelos cantos como se estivesse em alerta geral à bolinhos voadores. Segundo a receita que minha vizinha escreveu, eu deveria misturar sal, água e farinha até virar uma gororoba.
Misturei tanto que a massa grudou em minhas mãos, e - só pode ser coisa do destino - o telefone começou a tocar. Fui correndo até ele ainda com a massa grudada nas mãos e atendi segurando-o com o ombro.
- Alô?
- Detectamos um saldo negativo na sua conta no banco... - o telefone escorregou e, como puro reflexo - mais um para minha lista negra - peguei-o no ar com as mãos cheias de massa, fazendo-o afundar na almofada pegajosa em minhas mãos. Tentei tira-lo dali com a boca, mas foi pouco eficiente, então fui correndo para a coluna de mármore que havia ao lado da bancada da cozinha, e empurrei as mãos dos lados dela, fazendo a massa pegajosa - e meu telefone novo - ficar grudada na coluna.
O que aprendi? Sempre desconfie de quadros e enfeites estranhos na casa dos outros.

Experiência 3: Panquecas

Não quero nem comentar sobre eu e minha genialidade termos tentado fazer uma virada de mestre nas panquecas fazendo-as voar janela a fora. Ou de eu a minha mesma genialidade não conseguirmos enrolar as benditas panquecas, pois o recheio escapava pelo lado oposto.
Vou tentar bater com a cabeça na parede.

Experiência 4: Pudim.

Estou me deprimindo seriamente com essa bodega. Primeiro achei que cozinhar era fácil, mas agora tenho dois galos na cabeça - eu não bati com a cabeça na parede, mas escorreguei em uma massa de panqueca esquecida no azulejo da cozinha e cai - peguei um ódio mortal daquelas malditas forminhas delicadas, e a cada segundo parece que minha gata do focinho vermelho está rindo mais da minha cara.
E adivinhe? Eu acertei o pudim. Fiquei tão feliz por ele estar perfeito. Não estar voando, não ter caído pela janela, nem sido arremessado contra a parede, ou mesmo grudar na minha mão, que dei um murro de alegria no canto do prato onde estava meu precioso pudim, e desesperada, vi-o escorregando pela pia, lindo, esbelto, sacolejando sua elasticidade gordurosa, sorrindo para mim. Tentei pega-lo, mas escorreguei de tanta pressa e o vi caindo da pia, levantei as pressas, com esperança de que pudesse ter salvado algo...
Ele caiu direto no lixo ao lado da pia.
Meu precioso - e sacolejante - pudim foi ao óbito.
Fiquei chorando e rindo ao mesmo tempo. Rindo de forma histérica, admito. Mas me levantei, olhei para minha gata e a vi fugindo da cozinha. Hmm. Talvez culinária não seja mesmo meu dom.
Para que se desanimar? Ainda temos a aula de artesanato, certo?


¹: Universidade Federal de Alunos que Não Prestam
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(Carol - Drawer - na escuta senhor! õ/)

Olá meus caros leitores, como vão nesta bela noite de ernnmm... Outono? Ou agente ainda está no verão? Hmmm...

Enfim, descuuuulpem pela demora! (isso me pareceu familiar, será que eu já disse antes?? /fingequenaosabe) Nós tinhamos tuudo prontinhho desde terça MAS amanhã tem prova e eu vivo sobre uma ditadura militar aqui em casa (mãe se estiver lendo isso eu te amo, ok? ;) e o pc da Vick continua de greve... :/

Maas não se preocupem meus bons cidadãos sua querida Writer deixou um recado: "COMENTEM ou o próximo protagonista vai aparecer MORTO por HEMORRAGIA de tanto morder a LINGUA! Muhahahahahahaaa!!!" Cuidado, não se deve desafiar loucas com poderes de escritoras! G.G

E agora uma expressão muito usada no querido amigo fanfiction.net:
Read and Review! (sempre quis dizer isso, wee realizei meu sonho *---*)