quinta-feira, 26 de março de 2009

Msn + ameaça :P



O Windows Live Mensseger, ou mais conhecido como MSN – não me pergunte o porquê, pois não acho nenhuma razão para a sigla. ¹ - é um programa de relacionamentos virtuais, muito intrigante. Dizem os adultos – os que ainda não se renderam a esta maravilha virtual – que é perigoso e inútil ficar horas a fio conversando através de uma tela – viu? Ouço tanto isso que usei exatamente as palavras deles -...
Eu estaria defendendo demais o MSN se falasse que eles estão errados? Azar. Eles estão errados! Um exemplo clássico que prova isso são os relacionamentos virtuais. E não estou falando só de namoros não, amizades verdadeiras se formam virtualmente também – e até inimigos verdadeiros, se querem saber -. Então, porque fazer amigos por todo o mundo seria ruim? Claro que tem toda a questão da postura, de ficar horas e horas à frente do computador... E não tenho nenhum argumento contra isso, absolutamente, neste aspecto, os adultos estão certos.
Mas se for usar meu exemplo pessoal – qualquer semelhança com a vida de qualquer adolescente que estiver lendo pode não ser mera coincidência –. Posso afirmar que digito mais rápido que meu pai – aliás, desculpe pai, mas, bem mais rápido – e isso vai ser útil para mim no futuro – não vou precisar, por exemplo, fazer um curso de digitação para não ficar meia hora tentando achar as letras no teclado -. Tenho vários amigos virtuais, e mantenho varias amizades –não virtuais – pelo computador.
Agora, saindo da minha tediosa vida e entrando em um conceito verdadeiro e comprovado por qualquer adolescente que você conseguir achar por ai... É mil vezes – para não dizer um numero maior – melhor conversar a sério, falar algumas coisas e até discutir com pessoas virtualmente, pois não estamos cara-a-cara com o outro, vendo sua reação. Claro que isso seria muito mais frio para, por exemplo, terminar um namoro, mas em certos casos até ajuda a evitar brigas – sair no tapa mesmo – que poderiam acontecer.
Houve uma evolução notável – pelo menos nós notamos ² - no MSN, e não estou falando só do programa, que inventa mil e uma maneiras para não perder o interesse de todos, e sim nos próprios jovens em relação ao programa. Ok,ok. Estou parecendo uma lunática, certo? Vou explicar melhor. No inicio, quando o MSN entrou na moda, todos colocavam nomes exagerados como “C@m!L@!” e abusavam dos sinais do computador ³ para escolher um nome e ficar visível a todos.
Além disso, usavam emoticons chamativos – e, em minha opinião, muito irritantes – substituindo letras e palavras curtas. Causando uma impressão de carnaval constante em cada frase digitada – argh -.
Pouco tempo atrás, a moda já tinha mudado drasticamente. Os nomes continuavam sendo chamativos, mas de outro modo. Ao invés de asteriscos e pontos para todos os lados, começaram a abusar de cores fortes – mais um item para manter o interesse de todos – e substituir emoticons personalizados e coloridos por outros muito, muito mais simples – e bem menos irritantes -. Pouco tempo atrás, porém, a moda mudou para nomes extremamente simples – a maioria sem cores, e os que têm, são discretos – e emoticons de rostos famosos.
Essa evolução, óbvio, vai continuar a acontecer. Pois assim como o resto do mundo, o Messenger também precisa se atualizar, assim como as pessoas que se conectam por ele.
Mas não querendo encerrar este texto falando certinho, como uma jornalista depressiva – nada contra os jornalistas depressivos, não me matem – e chata – nada contra os chatos também u.ú – gostaria de dizer que, sim, o MSN é perigoso, mas só para os que não sabem se cuidar, e tem mais...Hmm, esquece, vou ir para o MSN que eu ganho mais ;*

¹: Desculpem a burrice. Se souberem o porquê da sigla, me informem, pois o cérebro atrasado de Vic não achou :D

²: somos observadoras, há!
³: como, por exemplo “+ ; . ; @ ; £ ; &”


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Desculpem-nos pela demora!! /o/

É que nossos PCs resolveram se unir fazer greve sabe.... --"

Enfim, pra compensar: mais uma tentativa desesperada pra fazer alguém comentar nisso aqui
É sério! Nós contratamos a máfia dos patinhos!!
.... Dá para se 'contratar' máfias? /burra n.n"

quinta-feira, 19 de março de 2009

iWe



Olááá amiguinhos, essa semana a Vick bateu o joelho no atletismo e está sem imaginação, (faz sentido, né?) então teremos apenas imagens.
É nois ao estilo iPod!! \o/
Não conhece o estilo iPod? Aí em baixo tem mais uns exemplos ;)
iChicken
iGarfield

Ah, mais um aviso: somos pequenas plantinhas que precisam de sol, água, amor e COMENTÁRIOS para sobreviver... (Y)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Fracassados, femininos, fodões


Fred e Arthur voltavam para a A.S.P.E.S.S.C. depois de ter que salvar uma velinha indefesa das garras de seu liquidificador. Sim, eles eram agentes secretos. Sim, eles trabalhavam para uma dessas organizações não-governamentais de segurança privada. E sim, eram tão desqualificados que o máximo que conseguiam era desvendar o roubo de uma barra de chocolate do vendedor ambulante da estação de metrô – para descobrir, mais tarde, que a barra estava no bolso do próprio Fred -.
Fred tinha dezessete anos e estava na A.S.P.E.S.S.C. a dois. Cabelos loiros e lisos, corpulento – resultado de horas e horas diárias na academia – e alto. Você pode pensar que ele fazia o maior sucesso com as garotas... Mas, não chegue a essa conclusão, pois Fred não era considerado bonito, e sim, como as garotas costumavam chama-lo ‘pegável’. Era um tremendo galinha e adorava as maravilhas mais conhecidas como ‘garotas’. Já Arthur, era quase completamente o oposto. Dezessete anos igualmente, 6 meses na empresa, cabelos escuros e lisos, magro, alto e extremamente, indiscutivelmente, fielmente, e eternamente gay.
Enquanto brigavam pelo rádio, o celular tocou. Só podia ser Ted, seu chefe – que embora fosse um velho de sessenta anos, gordo e bravo, era zombado por seu nome diariamente -.
“Sua vez de ouvir...” cantarolou Fred para Arthur com satisfação prevendo alguma repreensão – provavelmente por ter derrubado a velinha escada a baixo, ou ter batido o carro da empresa contra a caixa de correio... -. Arthur pegou o celular temendo o que iria ouvir...
- Sim...? – perguntou ele pouco amedrontado.
- Escute aqui, seus dois retardados, eu quero saber com QUE SALÁRIO vocês vão pagar o hospital para a dona Carminda, e uma caixa de correios nova – além do carro, DE NOVO -! Afinal, já foi descontado todo o salário de vocês só em danos para a empresa! – gritou Ted do outro lado da linha enquanto sua secretaria tentava faze-lo tomar alguns calmantes.
- Vamos dar um jeito, chefe, sem problemas – Mentiu Arthur desligando o telefone.
- E aí? – perguntou Fred, que estava dirigindo.
- Você tem razão, a velha era mesmo de Portugal... – bufou Arthur revoltado.
- Eu te disse! – gritou Fred com ar sábio comemorando internamente o ganho de 100 dólares.
Quando chegaram a agencia, enquanto Fred lutava contra a maquina de café expresso e Arthur o chamava de nojento por causa disto – não se sabe por que, mas este é o adjetivo mais usado por Arthur – uma mulher alta e consideravelmente bonita se aproximou e pediu-lhes para comparecerem à sala de Ted. Onde, os dois sabiam perfeitamente bem, seriam solicitados para uma missão. No caminho, entre cantadas baratas – de Fred para moça com nome desconhecido -, gritos de “Isto foi nojento!” – de Arthur para Fred -, e tapas zangados – da mulher sem nome em Fred – passaram por Tick e Tack – não, não é o barulhinho do relógio, são os apelidos profissionais dos caras – que, como sempre, tentavam irritar os dois.
- E ai, casal, quantos carros já bateram hoje? - perguntaram Tick e Tack com a irritante mania de falar em uni som.
- Ô do relóginho, como está a Thara? – perguntou Fred com pose desinteressada olhando para as unhas com o punho fechado. Thara é a atual namorada de Tick, que já foi pega aos amassos com Fred no corredor, e mesmo assim foi perdoada pelo namorado.
- Está ótima sem você, cretino, por quê?
- Sei lá, me deu uma saudade dela... Ótima sem mim? Não era bem isso que ela falava no meu ouvido ali no corredor... – continuou Fred.
Depois deste argumento, Tack foi obrigado a segurar seu parceiro que a esta hora já estava pulando no pescoço de Fred.
O trio continuou andando e ignorando as ameaças de Tick a todo volume. Quando chegaram à sala de Ted, o mesmo estava sentado em sua gigantesca cadeira que dizia por si mesma “Hei, este é o chefão.”.
Depois de esperar os garotos se sentarem, Ted começou o discurso quase diário:
- Eu não tenho nem idéia de POR QUE vocês continuam trabalhando aqui, sinceramente!- gritou ele – Já é o terceiro incidente com carros da empresa esta semana!
- Ãhn, com licença, nas minhas humildes contas, foi o quinto... – mencionou Arthur antes de levar um soco no braço, dado por Fred.
- Alguém traga meu remédio de pressão! – gritou Ted para as paredes – Bom... Isso REALMENTE não vem ao caso. O que interessa é que vocês foram designados - não me perguntem por que – para mais uma missão de nível F.
- Porque não somos nível “E”? Eu sei que “F” de “Femininos” é ótimo, mas poderíamos subir um pouco e começar a desvendar casos de verdade, assim como Lucas e Johny! – falou Arthur, se referindo a dupla de nível “A” que desvendava os crimes mais curiosos do país enquanto ele e Fred concertavam liquidificadores que faziam um “Vruuuum” alto de mais.
- “F” de Fodões. – corrigiu Fred.
- Femininos? Fodões? – Ted gargalhou muito, muito alto – FRACASSADOS, é isso que vocês são! – continuou rindo – Saiam daqui e passem na mesa da minha secretária para pegar o relatório do caso.

Na casa do cliente:

No relatório estava escrito que os dois teriam que seguir o namorado de uma jovem, que havia terminado com ela por ter outra – e a rejeitada havia os contratado para descobrir quem era a “cretina” – então eles não haviam porque se preocupar, certo? Certo.
Ao tocar a campainha, uma menina de mais ou menos 16 anos abriu a porta.
- Posso ajudar? – disse ela com ar meigo. Só pelo ar de babão que Fred fez, Arthur percebeu que ele havia se apaixonado pela garota, claro, ao jeito dele.
- Somos da A.S.P.E.S.S.C – anunciou Arthur pronunciando a sigla da empresa como se fosse uma palavra em outra língua. – E não, não somos russos. – completou, já que a maioria das pessoas, ao ouvir o nome da agencia pensava que sim.
- Então porque o nome? – perguntou a garota assustada.
- Agencia de Segurança Privada Especial Super Super Cara. – Disse Fred ainda babando pela beleza da jovem. “O cara além de louco, é cego.” Pensou ele se referindo ao ex-namorado da garota.
Alissa – o nome da garota –, ainda desconfiada dos dois serem russos, deu-lhes uma foto do namorado, e o endereço do local que o cara – Thomas – ia todas as tardes.

Bar Romma:

Ao chegar ao bar em que o namorado de Alissa ia diariamente, não avistaram nada, então resolveram relaxar e ler o relatório do caso enquanto aguardavam o rapas chegar.
- Hei, hei, olha isso! – gritou Fred mostrando algo escrito no relatório para Arthur – “Thomas Crendler, 18 anos, alto, moreno, olhos escuros” pra mim tem mais cara de maconheiro. – reclamou Fred, mostrando a foto do sujeito para seu parceiro. Que logo que viu, babou, sorriu, quase chorou de tanta alegria. “Droga. Expressão exagerada de um gay exagerado, o idiota gamou no cara.” Pensou Fred com sarcasmo.
Enquanto os dois discutiam sobre Thomas ser gay ou não, o mesmo chegava calmamente ao bar, onde uma garota o esperava.
- Ele não é gay! – gritou Arthur desanimado – Por favor, me deixa atropelar aquela vadia que acabou com meu sonho.
- Nããão! – gritou Fred enquanto Arthur fora de controle agarrava o volante do carro – precisamos saber quem é antes!
Já estava escurecendo e seria cada vez mais difícil identificar a garota, então os dois teriam que esperar até eles saírem do bar.

45 min depois:
Já estava de noite quando o trio – misteriosamente apareceu mais uma mulher que ficou ao lado de Thomas a noite toda, junto da outra – saiu do bar em direção à calçada.
- Meu Deus OLHE AQUILO! – gritou Arthur apontando para uma das garotas que estava ao lado de Thomas
Fred foi por cima de Arthur para poder ver melhor enquanto o mesmo gritava “Pare de se apoiar na minha cabeeeça! Está bagunçando meu cabelo!”. Fred logo reconheceu o rosto – e o corpo – da garota.
- É A THARA! – exclamou pegando o celular rapidamente.
- Por favor, posso atropelá-los? – perguntou Arthur histérico.
- Pare de ser assassino! Deixe só eu tirar algumas fotos disto para mostrar a um “amiguinho” meu. – Fred piscou com um sorriso de orelha a orelha, imaginando a cara de Tick depois de ver as fotos.
Enquanto apertava no zoom, para poder focar bem no rosto de Thara colado no ombro esquerdo de Thomas, já na terceira foto, Fred reconheceu mais uma vez o rosto – e mais uma vez o corpo – da outra garota agarrada em Thomas.
- DESGRAÇADOCACHORROFILHODEUMAÉGUA! – gritou raivoso – Aquele filho-da-mãe acabou com o MEU sonho!
Arthur olhou assustado para a janela perguntando-se se seu amigo tinha virado gay também... Foi quando identificou a secretária de Ted – a mesma daquela tarde -.
- Posso atropelá-los agora?
- VAI!

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P.S.inho da Drawer: Perdoem minha incrível falta de habilidade com mãos... ._.""

quinta-feira, 5 de março de 2009

A.V.I.S.O.


Bom, meu caro leitor – isso pareceu o começo de um discurso do tipo “Você está convidado a se retirar do colégio” – nós resolvemos intera-lo da rotina da Imagine S.A. para facilitar sua vidinha – nossa, como eu to séria hoje, eu me assusto comigo mesma - pois vim ver o blog todos os dias atrás de postagens novas é uma perda total e desnecessária. Cerca de um minuto de vida perdidos por dia – uau! T-E-R-R-I-V-E-L ! G.G -.
Ta, ta, também é perda de tempo ler esta bodega, então vamos direto ao assunto:

>> Todas as postagens novas serão postadas na quinta-feira.
>> Só haverá uma postagem por semana sem contar avisos – como este – lembretes, imagens, e etc.
>> Nós gostaríamos – na verdade AMARIAMOS, cof – que vocês comentassem suas opiniões sobre os desenhos e textos, pois elas são muito importantes.
>> Tentaremos responder ao máximo possível os comentários.

Obrigada por perder tempo de sua preciosa vida conosco; Então vá aproveitá-la, pois você pode morrer amanhã... – ai que frase clichê, vou me dar um tiro daqui a pouco -.-“ –

p.s.: só tente não antecipar sua morte tentando voar ou algo parecido G.G – ué, vai saber o que esses loucos vão pensar! Eu tenho consciência, sabia? :~ -

Pequena parte by Drawer:
Se quiserem mais postagens por semana queremos ver C-O-M-E-N-T-A-R-I-O-S !!

Writer:ÉÉÉÉÉE!!! (tipo aqueles personagens secundários que não falam nada e só concordam com os outros B)

BFx


No camarim 15 min antes do show no Rio:

Frank tomava água exageradamente – ele nunca se acostumou com a pressão do publico nos shows – enquanto conversava sobre algum assunto em relação a BFx - Bad Friends x, a banda - que nem ele mesmo sabia qual era, percebeu que Ms Did’s reparava o tempo todo em Débora, que estava jogada no sofá ouvindo musica no mp4 e batucando nas próprias pernas. Já que não perde nenhuma chance de incomodar a baterista, Frank levantou o tom de voz.
- Então, Did’s, por que não desvia só um pouquinho o olhar para mim? Eu sei que não sou tão bonito quando a Déb, mas também não sou tão ruim assim. – Falou ele referindo-se ao vocalista.
- Eu não estou olhando para ela, retardado. – Falou Ms. Did’s – O nome real do vocalista é Diego, mas um apresentador o chamou de Ms Did’s ao invés de Di, e o apelido acabou ficando - com a mesma calma de sempre. Como Did’s faz sucesso com as fans – devido a sua beleza – ele sempre é ele mesmo e nunca tenta impressionar ninguém, a não ser que seja Déb.
- Tem razão, você está olhando para a coxa dela, exatamente.
- Frank, estou tentando me lembrar da segunda parte da décima quinta musica, se der para parar de falar besteira pro coitado do Ms. Did’s, eu agradeceria – murmurou Débora sem dar muita atenção a cena.
- Você fumou alguma coisa? – perguntou Frank intrigado com o comportamento da baterista que normalmente é irritada e explosiva.
- Não, porque lesado?
- Porque você não pegou nenhum copo e jogou no meu rosto, ou me ameaçou com um microfone, sei lá, alguma coisa normal dessas. – falou Frank – segundo guitarrista – referindo-se ao show da noite anterior, onde Débora havia jogado um copo em seu rosto depois de ser chamada de ‘vaca gorda e desligada’.
- Há, há. Olha aqui seu idiota, não brinque com uma baterista explosiva ou se não...
- EEE! Brigaa! – chegou Tay, a 1ª guitarrista, no camarim junto com o baixista, Fred – Mas que novidade! Quem são os briguentos de hoje? Deixe-me adivinhar! Frank e Débora? Acertei? Uau, eu tenho mesmo um sexto sentido, só pode ser. – Disse Tay sarcástica jogando-se no sofá dramaticamente ao lado de Déb.
Taylor era a primeira guitarrista, pois havia ganhado de Frank em um duelo musical para decidir quem iria ser a base e quem iria ser o principal. Frank guarda remorsos disso até hoje.
- Sabe o quanto é difícil arranjar uma maquina de café por aqui? – comentou Fred, baixista. – É quase tão difícil como achar Elvis andando pelo shopping!

Depois do show, no hotel:

Ms. Did’s estava sentado na cama das garotas conversando com Débora e Tay, enquanto esperavam Frank assaltar a cozinha do hotel e pegar alguns lanches engordantes. E Fred trancar Jason – agente da banda – dentro do armário de limpeza.
- Então Déb, você acertou a segunda parte da musica ou só enrolou e nos fez de bobos? – perguntou Tay preocupada dos repórteres terem percebido alguma coisa.
- Hmm. Só enrolei – falou a baterista fazendo a situação parecer a mais normal do mundo – Eu não lembrava se era ‘Tum tum pá pá tum pá tum’ ou ‘pá pá tum pá pá tum tum’ – brincou ela com os fones de ouvido sempre engatados na orelha a todo volume, deixando-a meio aérea na maioria das vezes.
- Sua merda! Por isso que eu estranhei o tempo do meu solo! – reclamou Tay.
“Uau, olha só pra ela.” Pensou Did’s fitando a baterista “Fazendo graça, linda, e nem da bola pra mim.”
Enquanto as garotas da banda conversavam e Did’s estava no seu momento “Ai que droga, de tantas olha quem eu fui escolher.”
Frank chegou com algum tipo de pasta marrom – que Déb logo perguntou se não era merda – e gritou ‘Quem quer ver isso cair como uma chuva?’ Ninguém entendeu. Então ele se sentiu obrigado a demonstrar. Abaixou o prato e com toda a sua força jogou-o contra o ventilador. Ms. Did’s se abraçou na baterista para protege-la – uma desculpa para abraçá-la sem culpa e saber qual era seu cheiro afinal – mas quando se deu por conta, Débora estava no chão e quem estava sendo sufocada era Tay.
A baterista levantou com um desodorante na mão e foi para cima de Frank, que ficou imóvel enquanto a garota histérica batia em suas costas com o desodorante assassino.
Ms. Did’s e Tay tentaram segura-la e enquanto estavam em sua missão impossível, chegou Fred balançando as chaves do armário da limpeza.
“Mais uma tentativa de assassinato nãããão!” gritou o recém chegado desesperado.

7:45 AM, 40 min antes da coletiva:

Enquanto Déb tentava tirar até o ultimo resquício de suflê de chocolate do cabelo – sim, eles descobriram o que era – e Frank tentava dormir depois de ser espancado por uma garota nervosa com um desodorante na mão, Fred e Did’s brigavam pelo controle remoto da tv, como de costume, Did’s querendo ver as Top 15 do dia e Fred o programa de culinária “Cozinhando com a Vovó”. Tay sempre se diverte com a briguinha matinal e toma café assistindo a tudo de camarote.
- Você já viu essa droga ontem! – gritou Fred
- Droga? O que você está chamando de droga? – gritou Did’s de volta perdendo sua tão famosa calma – “Agora misture um pouco de salsinha, mas com amor! O amor que só a vovó tem...” Ah pelo amor de deus!
- Hei! A vovó é uma pessoa carinhosa, que entende que sem amor fraterno o mundo não vai pra frente... – murmurou Fred um tanto quanto gay.
- Nem o mundo nem a maldita sopa com carinha que ela ensina de novo todos os dias!
- Não são iguais! A de ontem tinha cenoura junto! – Falou Fred indignado tentando tirar o controle das mãos de Did’s.
- Ah, quer saber, fique com o controle, ele combina com você. – disse o vocalista largando o controle.
- Como assim? – perguntou o baixista desconfiado.
- Olhe só este botão, é do mesmo tamanho que essa espinha que você tem no meio da testa. – falou Did’s recobrando a calma.
- Espinha?! – Gritou Fred largando o controle e correndo paranóico para o banheiro.
- Eu sempre ganho... – Did’s piscou para Tay, que gargalhava no sofá.

8:30 AM na coletiva:

A sala estava cheia e todos da banda com a mesma cara de sono disfarçada por kg e mais kg de maquiagem, sentados atrás de uma mesa com microfones.
- Então, Débora, quem é o mais estressado da banda? – perguntou o jornalista que não tirava os olhos da beleza da garota desde que ela entrou na sala.
- Bom, eu diria que eu mesma. – riu a baterista – Todos os outros são bem menos estressados, eu fico na minha, mas sou como um campo minado, um passo em falso e eu explodo. – falou a garota sincera.
- Uau, muito obrigada – falou o jornalista ao voltar para seu lugar.
- Então, Frank, temos algum romance na banda? – perguntou o jornalista. O 2º guitarrista que fez cara de safado e falou com convicção.
- Bom, temos o caso de Déb, de uns tempos para cá... – a baterista chutou a canela de Frank
- Pode deixar que eu conto – avisou ela – bom, é que eu venho percebendo que – essas palavras fizeram Did’s ruborizar e Frank ficar confiante – Frank tem uma grande queda por Did’s, acho até que ele é gay, Sabe, esses dias vi ele mexendo nas cuecas do Did’s!
- Você fez isso? – urrou Did’s atônito por ter escapado de uma encrenca e entrado em outra totalmente diferente.
- Eu estava bêbado!
- Ele é tímido gente, não liga. – falou Tay com jeito.