quinta-feira, 9 de julho de 2009

E66624 O Teletabis Intergaláctico

No meu planeta sou considerado quase uma anomalia - ou "especial" como meu pai gosta de falar obviamente porque o rei de Gotic Ville não pode ter um filho estranho. Mas na maioria das vezes me chamam de "Ridículo"; "Teletabis"; "Barney" ou qualquer coisa afetada e feliz que por aqui é considerada palavrão do mais alto nível - pois sou curioso e não gosto muito de nossa aparência pouco amigável - pele listrada de cores neutras; ataduras escondendo cicatrizes diárias; pescoço longo; franja tapando o olho direito - tem todo um blábláblá que o olho direito trás felicidade e por isso não deve ser mostrado, mas não sei ao certo o porquê disto - e uma felicidade tão contagiante que da vontade de se matar, embora o número de suicídios seja tão alto que nem tem mais graça pensar em fazê-lo -, menos pelas anteninhas, elas são legais. Realçam meus olhos.Todos por aqui recebem senhas ao nascer com três únicas iniciais possíveis: "E" (estranhamente estranhos); "M" (magnificamente tristes); "O" (ocultamente afeminados). Acredite se quiser a inicial "O" é uma das mais comuns entre os homens. Graças a Nossa Senhora Protetora das Anteninhas fui salvo dessa inicial e ganhei o nome de E66624 - não, não sou um demônio. Não sou gay, e nem um demônio gay.Um dia desses gastei todos os meus tristickets comprando uma maquina especialista em disfarces para ir a um planeta chamado Terra ou alguma coisa sem noção do gênero. Só comprei porque me disseram que um tal de Elvis usou e deu certo... Mas acho que fiz algo errado, pois me disfarcei de criança e cinco minutos após chegar a um país estranho - chamado Bra... Braphil? Braslim? Prafil? Ah, tanto faz. - fui assaltado. Revoltei-me de tal modo que resolvi descobrir um disfarce para poder andar pelo lugar em paz.Caracterizei-me de uma fêmea nativa e quase fui estuprado, mas continuei tentando. Tentei ser um repórter de terno preto e me agrediram; Disfarcei-me também de gay, mas começaram a gritar que um tal de Clodovil não havia morrido e achei melhor ir embora; Apelei até para um ladrão, mas começaram a me chamar de Sarnei, o que deve ser algum tipo de xingamento.Desisti e voltei para minha rotina de sempre no meu planeta de sempre: ter um pesadelo; acordar chorando; forçar o choro; chorar de raiva de um inseto intergaláctico; pisar no inseto; chorar por matar o pobre; chorar por ter chorado; sair de mau-humor; descontar nos outros; chorar por ter descontado nos outros; voltar para casa; jantar; e ir dormir.... Adivinhe! Sorrindo!Não, mentira. É chorando mesmo.

-----------------------------------#
Ma ooeee õ/
Esta semana, como prometido, a Carol ganhará uma surpresinha :}
/Confira a saga aqui :D/
Então, à surpresa:
Tã dã, se você ficar um tempinho olhando contece coisas :ooo
[mesmo esquema para semana que vem]
Ah, tem mais: novo banner!! Ebbaa \õ/ Tá, aposto que ninguém entendeu o porque do elefante. Bem, é inspirado em um capitulo do livro O Pequeno Príncipe:
"Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem,
“Histórias Vividas”, uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que
engolia uma fera. [...] Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz,
com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Mostrei minha obra prima às pessoas
grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo. Respondera-me: “Por que é
que um chapéu faria medo?” Meu desenho não representava um chapéu. Represent
ava uma jibóia digerindo um elefante."
-Carol, eu era culta tá?

Nenhum comentário:

Postar um comentário