
No camarim 15 min antes do show no Rio:
Frank tomava água exageradamente – ele nunca se acostumou com a pressão do publico nos shows – enquanto conversava sobre algum assunto em relação a BFx - Bad Friends x, a banda - que nem ele mesmo sabia qual era, percebeu que Ms Did’s reparava o tempo todo em Débora, que estava jogada no sofá ouvindo musica no mp4 e batucando nas próprias pernas. Já que não perde nenhuma chance de incomodar a baterista, Frank levantou o tom de voz.
- Então, Did’s, por que não desvia só um pouquinho o olhar para mim? Eu sei que não sou tão bonito quando a Déb, mas também não sou tão ruim assim. – Falou ele referindo-se ao vocalista.
- Eu não estou olhando para ela, retardado. – Falou Ms. Did’s – O nome real do vocalista é Diego, mas um apresentador o chamou de Ms Did’s ao invés de Di, e o apelido acabou ficando - com a mesma calma de sempre. Como Did’s faz sucesso com as fans – devido a sua beleza – ele sempre é ele mesmo e nunca tenta impressionar ninguém, a não ser que seja Déb.
- Tem razão, você está olhando para a coxa dela, exatamente.
- Frank, estou tentando me lembrar da segunda parte da décima quinta musica, se der para parar de falar besteira pro coitado do Ms. Did’s, eu agradeceria – murmurou Débora sem dar muita atenção a cena.
- Você fumou alguma coisa? – perguntou Frank intrigado com o comportamento da baterista que normalmente é irritada e explosiva.
- Não, porque lesado?
- Porque você não pegou nenhum copo e jogou no meu rosto, ou me ameaçou com um microfone, sei lá, alguma coisa normal dessas. – falou Frank – segundo guitarrista – referindo-se ao show da noite anterior, onde Débora havia jogado um copo em seu rosto depois de ser chamada de ‘vaca gorda e desligada’.
- Há, há. Olha aqui seu idiota, não brinque com uma baterista explosiva ou se não...
- EEE! Brigaa! – chegou Tay, a 1ª guitarrista, no camarim junto com o baixista, Fred – Mas que novidade! Quem são os briguentos de hoje? Deixe-me adivinhar! Frank e Débora? Acertei? Uau, eu tenho mesmo um sexto sentido, só pode ser. – Disse Tay sarcástica jogando-se no sofá dramaticamente ao lado de Déb.
Taylor era a primeira guitarrista, pois havia ganhado de Frank em um duelo musical para decidir quem iria ser a base e quem iria ser o principal. Frank guarda remorsos disso até hoje.
- Sabe o quanto é difícil arranjar uma maquina de café por aqui? – comentou Fred, baixista. – É quase tão difícil como achar Elvis andando pelo shopping!
Depois do show, no hotel:
Ms. Did’s estava sentado na cama das garotas conversando com Débora e Tay, enquanto esperavam Frank assaltar a cozinha do hotel e pegar alguns lanches engordantes. E Fred trancar Jason – agente da banda – dentro do armário de limpeza.
- Então Déb, você acertou a segunda parte da musica ou só enrolou e nos fez de bobos? – perguntou Tay preocupada dos repórteres terem percebido alguma coisa.
- Hmm. Só enrolei – falou a baterista fazendo a situação parecer a mais normal do mundo – Eu não lembrava se era ‘Tum tum pá pá tum pá tum’ ou ‘pá pá tum pá pá tum tum’ – brincou ela com os fones de ouvido sempre engatados na orelha a todo volume, deixando-a meio aérea na maioria das vezes.
- Sua merda! Por isso que eu estranhei o tempo do meu solo! – reclamou Tay.
“Uau, olha só pra ela.” Pensou Did’s fitando a baterista “Fazendo graça, linda, e nem da bola pra mim.”
Enquanto as garotas da banda conversavam e Did’s estava no seu momento “Ai que droga, de tantas olha quem eu fui escolher.”
Frank chegou com algum tipo de pasta marrom – que Déb logo perguntou se não era merda – e gritou ‘Quem quer ver isso cair como uma chuva?’ Ninguém entendeu. Então ele se sentiu obrigado a demonstrar. Abaixou o prato e com toda a sua força jogou-o contra o ventilador. Ms. Did’s se abraçou na baterista para protege-la – uma desculpa para abraçá-la sem culpa e saber qual era seu cheiro afinal – mas quando se deu por conta, Débora estava no chão e quem estava sendo sufocada era Tay.
A baterista levantou com um desodorante na mão e foi para cima de Frank, que ficou imóvel enquanto a garota histérica batia em suas costas com o desodorante assassino.
Ms. Did’s e Tay tentaram segura-la e enquanto estavam em sua missão impossível, chegou Fred balançando as chaves do armário da limpeza.
“Mais uma tentativa de assassinato nãããão!” gritou o recém chegado desesperado.
7:45 AM, 40 min antes da coletiva:
Enquanto Déb tentava tirar até o ultimo resquício de suflê de chocolate do cabelo – sim, eles descobriram o que era – e Frank tentava dormir depois de ser espancado por uma garota nervosa com um desodorante na mão, Fred e Did’s brigavam pelo controle remoto da tv, como de costume, Did’s querendo ver as Top 15 do dia e Fred o programa de culinária “Cozinhando com a Vovó”. Tay sempre se diverte com a briguinha matinal e toma café assistindo a tudo de camarote.
- Você já viu essa droga ontem! – gritou Fred
- Droga? O que você está chamando de droga? – gritou Did’s de volta perdendo sua tão famosa calma – “Agora misture um pouco de salsinha, mas com amor! O amor que só a vovó tem...” Ah pelo amor de deus!
- Hei! A vovó é uma pessoa carinhosa, que entende que sem amor fraterno o mundo não vai pra frente... – murmurou Fred um tanto quanto gay.
- Nem o mundo nem a maldita sopa com carinha que ela ensina de novo todos os dias!
- Não são iguais! A de ontem tinha cenoura junto! – Falou Fred indignado tentando tirar o controle das mãos de Did’s.
- Ah, quer saber, fique com o controle, ele combina com você. – disse o vocalista largando o controle.
- Como assim? – perguntou o baixista desconfiado.
- Olhe só este botão, é do mesmo tamanho que essa espinha que você tem no meio da testa. – falou Did’s recobrando a calma.
- Espinha?! – Gritou Fred largando o controle e correndo paranóico para o banheiro.
- Eu sempre ganho... – Did’s piscou para Tay, que gargalhava no sofá.
8:30 AM na coletiva:
A sala estava cheia e todos da banda com a mesma cara de sono disfarçada por kg e mais kg de maquiagem, sentados atrás de uma mesa com microfones.
- Então, Débora, quem é o mais estressado da banda? – perguntou o jornalista que não tirava os olhos da beleza da garota desde que ela entrou na sala.
- Bom, eu diria que eu mesma. – riu a baterista – Todos os outros são bem menos estressados, eu fico na minha, mas sou como um campo minado, um passo em falso e eu explodo. – falou a garota sincera.
- Uau, muito obrigada – falou o jornalista ao voltar para seu lugar.
- Então, Frank, temos algum romance na banda? – perguntou o jornalista. O 2º guitarrista que fez cara de safado e falou com convicção.
- Bom, temos o caso de Déb, de uns tempos para cá... – a baterista chutou a canela de Frank
- Pode deixar que eu conto – avisou ela – bom, é que eu venho percebendo que – essas palavras fizeram Did’s ruborizar e Frank ficar confiante – Frank tem uma grande queda por Did’s, acho até que ele é gay, Sabe, esses dias vi ele mexendo nas cuecas do Did’s!
- Você fez isso? – urrou Did’s atônito por ter escapado de uma encrenca e entrado em outra totalmente diferente.
- Eu estava bêbado!
- Ele é tímido gente, não liga. – falou Tay com jeito.
Frank tomava água exageradamente – ele nunca se acostumou com a pressão do publico nos shows – enquanto conversava sobre algum assunto em relação a BFx - Bad Friends x, a banda - que nem ele mesmo sabia qual era, percebeu que Ms Did’s reparava o tempo todo em Débora, que estava jogada no sofá ouvindo musica no mp4 e batucando nas próprias pernas. Já que não perde nenhuma chance de incomodar a baterista, Frank levantou o tom de voz.
- Então, Did’s, por que não desvia só um pouquinho o olhar para mim? Eu sei que não sou tão bonito quando a Déb, mas também não sou tão ruim assim. – Falou ele referindo-se ao vocalista.
- Eu não estou olhando para ela, retardado. – Falou Ms. Did’s – O nome real do vocalista é Diego, mas um apresentador o chamou de Ms Did’s ao invés de Di, e o apelido acabou ficando - com a mesma calma de sempre. Como Did’s faz sucesso com as fans – devido a sua beleza – ele sempre é ele mesmo e nunca tenta impressionar ninguém, a não ser que seja Déb.
- Tem razão, você está olhando para a coxa dela, exatamente.
- Frank, estou tentando me lembrar da segunda parte da décima quinta musica, se der para parar de falar besteira pro coitado do Ms. Did’s, eu agradeceria – murmurou Débora sem dar muita atenção a cena.
- Você fumou alguma coisa? – perguntou Frank intrigado com o comportamento da baterista que normalmente é irritada e explosiva.
- Não, porque lesado?
- Porque você não pegou nenhum copo e jogou no meu rosto, ou me ameaçou com um microfone, sei lá, alguma coisa normal dessas. – falou Frank – segundo guitarrista – referindo-se ao show da noite anterior, onde Débora havia jogado um copo em seu rosto depois de ser chamada de ‘vaca gorda e desligada’.
- Há, há. Olha aqui seu idiota, não brinque com uma baterista explosiva ou se não...
- EEE! Brigaa! – chegou Tay, a 1ª guitarrista, no camarim junto com o baixista, Fred – Mas que novidade! Quem são os briguentos de hoje? Deixe-me adivinhar! Frank e Débora? Acertei? Uau, eu tenho mesmo um sexto sentido, só pode ser. – Disse Tay sarcástica jogando-se no sofá dramaticamente ao lado de Déb.
Taylor era a primeira guitarrista, pois havia ganhado de Frank em um duelo musical para decidir quem iria ser a base e quem iria ser o principal. Frank guarda remorsos disso até hoje.
- Sabe o quanto é difícil arranjar uma maquina de café por aqui? – comentou Fred, baixista. – É quase tão difícil como achar Elvis andando pelo shopping!
Depois do show, no hotel:
Ms. Did’s estava sentado na cama das garotas conversando com Débora e Tay, enquanto esperavam Frank assaltar a cozinha do hotel e pegar alguns lanches engordantes. E Fred trancar Jason – agente da banda – dentro do armário de limpeza.
- Então Déb, você acertou a segunda parte da musica ou só enrolou e nos fez de bobos? – perguntou Tay preocupada dos repórteres terem percebido alguma coisa.
- Hmm. Só enrolei – falou a baterista fazendo a situação parecer a mais normal do mundo – Eu não lembrava se era ‘Tum tum pá pá tum pá tum’ ou ‘pá pá tum pá pá tum tum’ – brincou ela com os fones de ouvido sempre engatados na orelha a todo volume, deixando-a meio aérea na maioria das vezes.
- Sua merda! Por isso que eu estranhei o tempo do meu solo! – reclamou Tay.
“Uau, olha só pra ela.” Pensou Did’s fitando a baterista “Fazendo graça, linda, e nem da bola pra mim.”
Enquanto as garotas da banda conversavam e Did’s estava no seu momento “Ai que droga, de tantas olha quem eu fui escolher.”
Frank chegou com algum tipo de pasta marrom – que Déb logo perguntou se não era merda – e gritou ‘Quem quer ver isso cair como uma chuva?’ Ninguém entendeu. Então ele se sentiu obrigado a demonstrar. Abaixou o prato e com toda a sua força jogou-o contra o ventilador. Ms. Did’s se abraçou na baterista para protege-la – uma desculpa para abraçá-la sem culpa e saber qual era seu cheiro afinal – mas quando se deu por conta, Débora estava no chão e quem estava sendo sufocada era Tay.
A baterista levantou com um desodorante na mão e foi para cima de Frank, que ficou imóvel enquanto a garota histérica batia em suas costas com o desodorante assassino.
Ms. Did’s e Tay tentaram segura-la e enquanto estavam em sua missão impossível, chegou Fred balançando as chaves do armário da limpeza.
“Mais uma tentativa de assassinato nãããão!” gritou o recém chegado desesperado.
7:45 AM, 40 min antes da coletiva:
Enquanto Déb tentava tirar até o ultimo resquício de suflê de chocolate do cabelo – sim, eles descobriram o que era – e Frank tentava dormir depois de ser espancado por uma garota nervosa com um desodorante na mão, Fred e Did’s brigavam pelo controle remoto da tv, como de costume, Did’s querendo ver as Top 15 do dia e Fred o programa de culinária “Cozinhando com a Vovó”. Tay sempre se diverte com a briguinha matinal e toma café assistindo a tudo de camarote.
- Você já viu essa droga ontem! – gritou Fred
- Droga? O que você está chamando de droga? – gritou Did’s de volta perdendo sua tão famosa calma – “Agora misture um pouco de salsinha, mas com amor! O amor que só a vovó tem...” Ah pelo amor de deus!
- Hei! A vovó é uma pessoa carinhosa, que entende que sem amor fraterno o mundo não vai pra frente... – murmurou Fred um tanto quanto gay.
- Nem o mundo nem a maldita sopa com carinha que ela ensina de novo todos os dias!
- Não são iguais! A de ontem tinha cenoura junto! – Falou Fred indignado tentando tirar o controle das mãos de Did’s.
- Ah, quer saber, fique com o controle, ele combina com você. – disse o vocalista largando o controle.
- Como assim? – perguntou o baixista desconfiado.
- Olhe só este botão, é do mesmo tamanho que essa espinha que você tem no meio da testa. – falou Did’s recobrando a calma.
- Espinha?! – Gritou Fred largando o controle e correndo paranóico para o banheiro.
- Eu sempre ganho... – Did’s piscou para Tay, que gargalhava no sofá.
8:30 AM na coletiva:
A sala estava cheia e todos da banda com a mesma cara de sono disfarçada por kg e mais kg de maquiagem, sentados atrás de uma mesa com microfones.
- Então, Débora, quem é o mais estressado da banda? – perguntou o jornalista que não tirava os olhos da beleza da garota desde que ela entrou na sala.
- Bom, eu diria que eu mesma. – riu a baterista – Todos os outros são bem menos estressados, eu fico na minha, mas sou como um campo minado, um passo em falso e eu explodo. – falou a garota sincera.
- Uau, muito obrigada – falou o jornalista ao voltar para seu lugar.
- Então, Frank, temos algum romance na banda? – perguntou o jornalista. O 2º guitarrista que fez cara de safado e falou com convicção.
- Bom, temos o caso de Déb, de uns tempos para cá... – a baterista chutou a canela de Frank
- Pode deixar que eu conto – avisou ela – bom, é que eu venho percebendo que – essas palavras fizeram Did’s ruborizar e Frank ficar confiante – Frank tem uma grande queda por Did’s, acho até que ele é gay, Sabe, esses dias vi ele mexendo nas cuecas do Did’s!
- Você fez isso? – urrou Did’s atônito por ter escapado de uma encrenca e entrado em outra totalmente diferente.
- Eu estava bêbado!
- Ele é tímido gente, não liga. – falou Tay com jeito.


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